Design Thinking: por que aplicar na construção de seus projetos?

Sim, o Design Thinking é para todos/as!

Quando estamos envolvidos/as em projetos que buscam por inovação, existem algumas expressões e conceitos que não tem como não serem utilizados, já percebeu?

Startup, benchmarking, brainstorming, mindset e personas são alguns exemplos, mas talvez o termo que esteja mais em alta nos últimos anos seja o design thinking.

Afinal, por que tanto se fala sobre esse assunto?

Simplesmente porque é uma poderosa metodologia que facilita a resolução de problemas dos mais variados tipos e níveis de complexidade.

Como o próprio nome sugere, diz respeito a uma forma de pensar típica de designers, baseada em observação, questionamento, iteração, colaboração e foco nas pessoas/usuários, que transforma problemas complexos em oportunidades de solução de alto impacto.

Confere aqui nesse artigo os novos papéis assumidos pelo designer nos negócios de hoje.

Apesar de estar na boca do povo hoje, os conceitos do Design Thinking já vêm sendo construídos desde a década de 50.

Autores como John E. Arnold em "Creative Engineering" (1959) e L. Bruce Archer em "Systematic Method for Designers" já traziam, naquela época, técnicas criativas de resolução de problemas que inspirariam pesquisadores como Peter G. Rowe.

Rowe é famoso pelo lançamento do livro "Design Thinking", em 1987, que tornou de vez o termo bastante popular e o espalhou para outras áreas além do Design, como TI, negócios e até medicina e educação.

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A importância do Design Thinking nos dias atuais

Já é mais do que consenso que estamos passando por uma era de transformação digital.

Hoje, os negócios que querem se manter vivos precisam experimentar novos caminhos, reagir bem a eventuais fracassos, aprender com todas essas experiências e sempre entregar valor aos seus clientes.

Nesse contexto, o Design Thinking surge como uma caixa de ferramentas completa e eficaz, pois leva em consideração demandas do próprio negócio e também dos usuários do produto ou serviço em questão.

Partindo do princípio de que os problemas não podem ser resolvidos com o mesmo mindset que os originou, o Design Thinking oferece uma maior permissão ao erro, valoriza os aprendizados no processo e estimula uma cultura de colaboração que culmina em um projeto inovador.

E como funciona o Design Thinking?

Desde que se popularizou, o Design Thinking passou e continua passando por atualizações e adaptações, embora a essência e os pilares tenham sido mantidos.

Um dos modelos mais conhecidos e utilizados na academia é o do Instituto Hasso-Plattner de Design, da Universidade de Stanford. Vamos utilizá-lo como referência para entender as etapas do processo.

Comece usando a empatia

É preciso se colocar no lugar de quem sofre com o problema a ser resolvido.

Além de ouvir especialistas no assunto em questão, é preciso mergulhar na realidade das pessoas e entender suas dificuldades, motivações e necessidades. E

mpatia é fundamental em processos como o Design Thinking, centrados em pessoas, pois evita suposições e julgamentos, estimula a formulação de perguntas inteligentes e valoriza a fala do usuário/cliente.

Leia também: Empatia — por que é muito mais do que sentir ou se colocar no lugar do/a outro/a?

Agora é hora de definir o problema a ser resolvido

De posse de todos os fatos e informações coletados na etapa anterior, é preciso interpretá-los e transformá-los em dados para que o problema do/a usuário/a ou cliente seja definido.

Outro ponto importante nessa etapa é saber exatamente quem são esses/as usuários/as ou clientes da solução a ser proposta.

Um conceito interessante a ser trabalhado aqui é o de personas.

Aprenda também: Como criar personas e porque o uso dessa ferramenta é importante para projetos

Definiu o problema? Agora queremos soluções!

Essa etapa, também conhecida como "Ideação" ou Idealização, consiste basicamente em encontrar a solução.

A ideia aqui é gerar colaborativamente um bom número de alternativas de solução, visto que não existe uma resposta única para os problemas do mundo.

Nessa parte do Design Thinking, a criatividade pode e deve ser estimulada através de diferentes técnicas - uma das mais famosas é a de brainstorming, amplamente utilizada hoje em dia.

Chega de teoria: é hora de praticar!

Prototipar é criar versões simples e acessíveis da solução a ser desenvolvida com as quais o usuário ou cliente pode interagir.

Essa interação, que deve acontecer de forma controlada, permite a validação (ou não) de hipóteses e teorias levantadas nas etapas anteriores de forma rápida e assertiva, bem como possibilita melhorias e adaptações para a solução em construção.

Vamos às ruas testar nossa solução!

A última etapa do Design Thinking é o teste com usuários/as reais do que foi construído até então.

É o momento de coletar feedback, aprender ainda mais com o seu/a cliente e refinar a solução.

Por se tratar de um método iterativo, o Design Thinking não termina aqui e pode voltar para qualquer uma das fases anteriores até que a solução proposta finalmente atenda às demandas existentes.

O que o Design Thinking pode agregar ao meu projeto?

Quando buscamos conteúdos sobre Design Thinking aplicado ao gerenciamento de projetos, normalmente somos levados/as a artigos e matérias que falam sobre as metodologias ágeis, já que elas exploram conceitos também trabalhados no Design Thinking.

Alguns exemplos são:

• O protagonismo de clientes/usuários/as;
• A adoção de ciclos iterativos de desenvolvimento de ideias;
• A abertura à mudanças no meio do caminho.

Em um contexto em que muitos projetos são caracterizados por um alto nível de incertezas e mudanças ao longo da jornada, flexibilidade e tolerância ao desconhecido são necessários para a sua condução.

Nesse cenário, o Design Thinking  pode viabilizar aos Product Managers a construção de um ambiente confiável, onde a cultura do aprendizado organizacional e da colaboração geram inovação ao projeto e valor na ponta.

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