O que aconteceu com a seleção de currículos nos processos seletivos?

Há alguns anos atrás, os processos seletivos das empresas aconteciam de uma maneira bastante padronizada.

Recrutadores/as recebiam uma verdadeira enxurrada de currículos de candidatos/as para uma vaga. Em geral, os documentos chegavam por e-mail ou impressos. 

Os currículos eram sempre muito parecidos: formato padrão, destacando a formação escolar, experiências anteriores, endereço, qualificações profissionais e objetivos.

Um ponto comum nesses currículos é que eles buscavam reforçar muito as Hard Skills dos/as candidatos/as, ou seja, as habilidades técnicas. 

Com o passar dos anos, os processos de recrutamento e seleção, com a sua própria evolução e com as oportunidades do mercado e das ferramentas digitais, mudaram radicalmente.

Os softwares de recrutamento passaram a fazer parte da rotina, assim como as redes sociais — com destaque para o LinkedIn. 

Hoje, mais do que um currículo cheio de hard skills, os/as recrutadores/as estão em busca de entender:

  • O perfil completo dos/as profissionais, tanto comportamental quanto técnico;
  • Conhecer mais profundamente suas experiências profissionais anteriores;
  • Avaliar o fit cultural do/a candidato/a com a empresa.

Isso não significa que o currículo tenha deixado de ser importante. O que mudou foi a maneira de apresentá-lo e as informações que as empresas têm valorizado nos CVs. 

Pense bem: um currículo deve atrair o/a recrutador/a apenas por causa das habilidades técnicas?

É claro que não! As hard skills podem ser treinadas, já as soft skills, como capacidade de trabalhar em equipe, motivação, curiosidade, criatividade e empatia, são aptidões naturais.

Elas são o grande diferencial! 

Para empresas do mercado digital, saber sobre as Soft Skills no recrutamento e seleção passou a ser essencial, pois essas habilidades determinam o nível de alinhamento do/a candidato/a com a cultura da empresa

Quando uma organização realiza um processo de seleção e recrutamento com base apenas nas informações do currículo, ela pode estar deixando de lado uma grande quantidade de profissionais incríveis.

Profissionais que não foram chamados/as para a entrevista apenas porque não apresentavam todas as hard skills para a vaga.

Será que vale a pena focar tanto na parte técnica e tão pouco na parte comportamental?

Como os processos seletivos mudaram ao longo dos anos

As empresas precisam mais do que habilidades técnicas, por isso adaptaram o processo de recrutamento e seleção para entender de forma mais aprofundada o perfil dos/as profissionais. 

Agora, é bastante comum os/as recrutadores/as receberem uma foto sorrindo da pessoa que está concorrendo à vaga, por exemplo.

Essa foto pode estar no currículo, nas redes sociais profissionais ou mesmo em vídeos de apresentação, quando solicitados. Que diferença!

O processo ficou mais humanizado, pois a contratação é a fase inicial de contato com o recurso humano que terá um papel decisivo nos resultados da empresa.

Excluir um/a candidato/a simplesmente por não ter feito uma boa faculdade ou por que ele/a não soube se expressar direito no currículo não faz mais sentido. 

A seleção deve avaliar a capacitação e as soft skills, tendo em mente que as habilidades comportamentais são muito importantes para a vaga.

Com esse olhar, o/a recrutador/a consegue realizar um trabalho muito mais assertivo. 

No caso das Soft Skills, os processos seletivos modernos tendem a procurar algumas habilidades pessoais importantes nos/as candidatos/as.

Veja algumas:

  • Flexibilidade;
  • Boa comunicação;
  • Capacidade de resolução de conflitos;
  • Facilidade para trabalhar em equipe;
  • Valores compatíveis com os da empresa digital;
  • Mindset de crescimento para aprender mais;
  • Paciência para orientar colegas e atender aos/às clientes;
  • Ser otimista e resiliente;
  • Ser criativo/a, motivado/a e capaz de trabalhar com autonomia.

Essas são apenas algumas das Soft Skills que não estão nos currículos, mas que estão na mira dos/as recrutadores/as. 

Como o currículo cedeu lugar para treinamentos mais completos em hard e soft skills?

Assim como as Hard Skills, as Soft Skills também podem ser treinadas, desenvolvidas e aprimoradas para fazerem parte do perfil comportamental do/a profissional digital.

Por isso, algumas empresas digitais que estão na vanguarda dos processos seletivos atuais, e que dividem o modelo com outras gigantes da tecnologia, estão substituindo os currículos por treinamentos mais completos em Hard Skills e Soft Skills

Nesse contexto, os currículos estão deixando de ser os protagonistas dos processos de seleção, simplesmente porque são incompletos e podem induzir a um julgamento falho.

Ou seja, os/as recrutadores/as entenderam que é necessário ampliar o processo, com treinamento e desenvolvimento antes e depois da seleção.

Empresas que investem em processos seletivos completos, com treinamentos específicos para cada etapa da seleção, têm mais chances de sucesso.

Aqui, na Gama Academy, temos muitos cases que comprovam isso, como você verá a seguir! 

Afinal, por que treinar antes da seleção e não ficar preso/a aos currículos?

Muitas empresas já adotam os treinamentos como etapa do processo seletivo, e isso envolve o desenvolvimento de dinâmicas, atividades em grupo, projetos, apresentações, entrevistas com gestores/as e outras tarefas.

Como deu para perceber, é um envolvimento e um investimento de ambas as partes, tanto de tempo como de recursos.

E isso não apenas para selecionar os/as candidatos/as definitivos/as, que ficarão com as vagas, mas, de certa forma, para compartilhar com as pessoas todas as Hard Skills e Soft Skills que são importantes para a cultura da empresa.

Por via de regra, processos seletivos com estes modelos de treinamentos completos, que vão além dos currículos, são muito proveitosos para todos/as: ninguém sai a mesma pessoa depois de uma experiência como essa.

Os/as candidatos/as sempre aprendem muita coisa e, mesmo que não sejam selecionados/as, sairão do processo mais preparados/as para as próximas oportunidades. 

A equipe da Gama Academy já realizou diversos processos de recrutamento e seleção para empresas digitais que trabalham com inovação e tecnologia.

Um bom exemplo de aplicação do Gama Corp aconteceu na empresa Avanade. Vamos compartilhar esse case para você entender!

Sucesso do Avanade Academy

O Avanade Academy foi desenvolvido pela Gama para a empresa Avanade, com 9 edições já realizadas.

Em todas elas, estabelecemos ações especiais para a atração, recrutamento, onboarding e treinamento de candidatos/as — de acordo com as necessidades da empresa. 

O foco é sempre descobrir os melhores talentos, com todas as Hard e Soft Skills necessárias. Ou seja, pessoas com capacidade técnica e com habilidades comportamentais para o cargo. 

Na fase da seleção, realizamos um treinamento para várias hard skills, especialmente para a área de Dev, com capacitações para Scrum, DevOps, GIT, entre outras habilidades técnicas. 

O objetivo do programa é combinar atividades de recrutamento e de educação.

Dessa forma, a seleção se torna imersiva, desafiadora e estimulante, facilitando o encontro de profissionais qualificados/as

Veja como foi a experiência Avanade Academy! 🤘

O futuro do recrutamento e seleção

Nós acreditamos muito que os processos de recrutamento e seleção com treinamentos são (e serão), cada vez mais presentes nas empresas.

Isso acontece, pois, além de tornarem o trabalho mais assertivo e dinâmico, os treinamentos também têm um impacto importante na forma como os/as candidatos/as enxergam a empresa, agregando valor à marca empregadora

Outro projeto incrível que realizamos aqui é o CUBO Tech Talents, em parceria com o Banco Itaú, focado no recrutamento e capacitação de desenvolvedores/as.

Esse projeto é feito com etapas bem planejadas, que passam pela apresentação de conteúdo técnico por meio de plataformas online; e, posteriormente, pela realização de entrevistas. 

Depoimentos de quem participou! 💬

Veja que este é um processo seletivo 100% online, adaptado para otimizar as etapas e resultado.

Sabemos que a experiência presencial ou semi-presencial pode ser única para ambas as partes, mas a adaptação do processo seletivo para o online expande imensamente as possibilidades da empresa encontrar perfis profissionais ideais para a vaga.

Enviar currículos se tornou apenas o começo do processo seletivo

Agora que você entende como os processos seletivos mudaram ao longo dos anos e como o currículo se tornou um elemento de menor relevância nestes processos, está na hora de buscar novas soluções para o recrutamento e seleção da sua empresa. 

Tenha em mente que a avaliação dos currículos é apenas o começo do processo seletivo e não deve ser determinante para recrutar ou descartar um/a candidato/a.

Use o currículo como um complemento das etapas de seleção, mas não como um fator decisor.

Você verá que sua empresa tem muito a ganhar com isso!

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