O ambiente de trabalho inclusivo e a diversidade social

Um ambiente de trabalho é formado primordialmente, por dois pilares: o
maquinário inanimado, e as pessoas. Com isso conseguimos enquadrar uma oficina mecânica, um escritório de advocacia, e uma padaria no mesmo contexto – ambientes de trabalho que compõem a trama social.

Como em qualquer outra situação que se recorta parte de algo - junto do
pedaço, vem os defeitos do todo. Daí surge a questão: como tornar são o ambiente de trabalho, e promover uma maior inclusividade ao mesmo tempo?

EMPRESAS E A DESCONCERTANTE PREOCUPAÇÃO COM IMAGEM

Não é necessário trazer aqui à baila os inúmeros casos de preconceito que existem no mercado de trabalho. E com isso, falamos desde os incidentes relacionados a cor da pele, a religião, a orientação sexual, entre outros elementos que compõem a personalidade e unicidade de cada pessoa. 

Mas esta suposta preocupação com a imagem, que acaba nascendo como uma preferência ideal da pessoa que seleciona, ou com um tipo de primor relacionado a marca, acaba por prejudicar não somente profissionais que são rejeitados por conta de suas características, como pode ser um verdadeiro tiro no pé para as empresas.

Lembramos aqui dos chocantes escândalos que circularam a mídia neste ano de 2019 sobre uma marca com sede no Rio de Janeiro que, mesmo sendo pautada na ideia de igualdade e moda para todos/as, foi denunciada por diversos/as funcionários/as e ex-funcionários/as por racismo, gordofobia e outros tipos de preconceito.

O PONTO CEGO QUE SURGE DIANTE DAS MARCAS

Sob um manto turvo de que, através da padronização do pessoal, as marcas conseguirão tornar seu funcionamento, acabam confundindo os dois pilares que falamos mais acima: imaginam que as pessoas podem ser selecionadas, padronizadas e escolhidas, tal qual o maquinário inanimado.

Essa confusão acaba por prejudicar a própria empresa, que privada de um pessoal diverso, acaba por se tornar coxa.

Vejamos aqui, por outro lado, o que as empresas têm a ganhar quando agem sem olhar através desse problemático manto:

VALOR PARA A MARCA

Ainda que vivamos em uma sociedade que segrega, valores como a inclusividade e responsabilidade social são muito bem vistos. Ao promover um ambiente de trabalho inclusivo, a marca sai ganhando tanto internamente quanto externamente, ao mostrar que a cultura interna vai muito além das paredes da empresa.

PISCINA DE PROFISSIONAIS CAPACITADOS/AS

Ao utilizar como filtro de decisão fatores como a estética ou qualquer outra questão pessoal que foge do cerne profissional, as empresas acabam por dispensar profissionais extremamente capacitados/as, e prontos/as para dar tudo de si pelo empreendimento.

Quando esse filtro é removido, e a marca começa a procurar por profissionais pelo que essas pessoas podem agregar em questão de habilidades, e não mais pelo que elas aparentam ser – um novo mundo de oportunidades se abre.

Leia também: Soft Skills - 6 habilidades para ser um/a excelente profissional.

EQUIPES CRIATIVAS E ÚNICAS

Combinar pessoas de diferentes culturas, trajetórias pessoais, tribos e regiões permite uma troca de aprendizado simplesmente única. Apresentar um produto a pessoas dotadas de pontos de vista extremamente diversos, ouvir opiniões que fogem ao esperado, é um privilégio à marca.

Com essa interação pode-se criar um material afinado com pessoas de nichos diferentes, criar um produto ou mais representativo para o consumo de uma população maior, um serviço mais acolhedor, entre outros benefícios.

A CULTURA EMPRESARIAL QUE VALORIZA AS INDIVIDUALIDADES

A inclusão no mercado de trabalho pode ser uma batalha grande e tortuosa, afinal de contas, como dissemos mais acima, o ambiente profissional nada mais é que um recorte social.

Mas, é através da mudança gradual e na percepção dentro dessas pequenas esferas que as individualidades fazem bem ao todo, que talvez, a partir do incentivo de uma cultura empresarial inclusiva, consigamos mudar a sociedade como um todo.

Ainda que o recorte represente características do todo, a partir de um trabalho em uníssono, envolvendo o mercado de trabalho de forma universal, é possível tornar toda a trama social muito mais inclusiva e igualitária

Este é um processo que precisa ser contínuo, que envolva liderança, gestão, colaboradores/as, e por que não, o próprio público consumidor. Temos certeza que, seguindo princípios como estes, de forma estruturada e gradual, avançaremos não somente enquanto marca, mas enquanto sociedade.

Comenta aqui com a gente o que você entende como política inclusiva em uma marca, e se você tem alguma referência de marca que aplica estas práticas! 😀

Nos vemos em breve aqui no blog para mais um artigo como estes!

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